(…) Durante dias e dias, longas horas e tardes teimavas em fazer juras de amor eterno, tentei sempre manter-me o mais distante possível, mas as coisas que dizias iam-se tornando reais, fazias acontecer, e eu criava expectativas, por mais que as tentasse controlar, sou fria, é… às vezes resulta melhor assim, sabes que gosto de amor, de aventura, mas o meu pezinho na terra dá-me muita segurança, nem oito nem oitenta. Durante todo aquele tempo em que me deixei envolver (completamente) por ti as coisas faziam sentido, sempre fizeram, por mais secretas que fossem, por mais intimas que fossem, faziam sentido, mas é assim, sempre foi sempre será eu o oito tu o oitenta, deixa-me ir, preciso de uma vida nova, uma mudança radical, não física mas psicológica, daquelas que tantas vezes nos levaram a discussões, construtivas é claro! Com gargalhadas? Também! Não tenho culpa se nem sempre consigo ter uma conversa séria durante muito tempo. Gosto de ouvir, adoro! Sabes(m) bem disso, deixo tudo o que tiver a fazer para poder olhar nos olhos de alguém e limitar-me a ouvir o que ela tem a dizer, sabias disso e tantas e tantas vezes as nossas tardes quentes, de paixão, tornaram-se conversas intermináveis onde nos íamos dando a conhecer, invertemos a ordem natural das coisas? Talvez, mas soube bem! Sei que da tua parte também, não porque mo tenhas dito, mas porque, ao fim de tantas conversas e de tantos olhares o consegui perceber. (…)
Agora, com licença vou ali tomar um duche (frio) rápido!
Agora, com licença vou ali tomar um duche (frio) rápido!
Aubergine. (Foto: Pôr-do-sol, Praia da Vieira 29.05.2009)
3 comentários:
gostei imenso, está levezinho e cosigo identificar-me aí algures : )
O texto está lindo! Sinto exactamente o mesmo que tu...tens a certeza que não nos conhecemos? LOL!
Keep up the good work ;) *
Que imagem magnífica *.*
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