Já perdi a conta às vezes que abri uma página do caderno para escrever sobre ti, não, não és tu, é incrivel como já passaram dois anos e uns meses desde aquela tarde em que nos conhecemos. Depois de uma longa (muito longa!) viagem de comboio, lá estavam vocês à entrada daquele que hoje é um dos meus locais portugueses de eleição, já o era, mas depois daqueles dias ganhou um novo brilho. Estava fraca, os dias no hospital e aquilo com que tinha de lidar a partir dessa altura mostravam-se muros maiores do que aqueles que ladeiam tão belo local. Estive vai-não-vai durante muitos dias mas a vontade de superar obstáculos e de me superar, acima de tudo, venceram todas as vozes que me diziam para ficar em casa, porque ainda era muito cedo.
Ainda bem que fui, que fomos, que fizemos e que vivemos tudo aquilo. Se me pedires sou capaz de te fazer o relato completo de tudo o que se passou, sei que vais colmatar todas as falhas porque também tens bem gravado na memória daquele fim-de-semana, e vais fazê-lo ao som do teu djembé.
Foram dias mais importantes do que aquilo que eu alguma vez poderia imaginar. Marcaram um virar de página, uma daquelas bem pesadas. Esqueci os meus problemas... Só quando as forças me faltavam é que me lembrava que tinha menos 7kg do que há duas semanas atrás, que estava sem cor nas bochechas, que havia uma coisa dentro do meu corpo que não devia lá estar, e que o facto de não carregar a minha mochila às costas não era um bom sinal, era sinal de que não estava capaz de o fazer.
Tudo isto estava transformado então em pequenos pormenores esquecidos ao longo daquela calçada que tantas vezes percorremos, gotas de suor caídas perante as altas temperaturas que se fizeram sentir, tão estranhas elas eram naquela altura do ano... Afinal estávamos só em Abril, e por falar em Abril, o fim-de-semana do meu aniversário, dos meus 17 anos. Se foi bom ouvir os "Parabéns a você..." cantados por todos vocês? Foi óptimo! Aquelas horas que passámos entre as muralhas pareciam-me(nos), ao inicio da noite já anos de amizade.
Será que os nossos lenços podem explicar a magia que se fez naqueles dias? Talvez... Talvez seja o facto de vivermos o mesmo ideal, de partilharmos sonhos, de existirem objectivos em comum que nos fazem tratar-nos uns aos outros como se vivessemos 24 sobre 24horas uns com os outros.
Mas no fundo és tu que interessas, claro que todos os outros são importantes, este ano encontrei o P. disse-te? Foi bom, estávamos à espera do autocarro, cada um com o seu destino, quando nos cruzámos na talvez maior gare do país. Bastou um sorriso para percebermos que havia muitas saudades ali pelo meio, muita vontade de marcar qualquer coisa para que nos pudessemos encontrar todos de novo. É demasiado estranho seres tu aquele com quem ainda hoje mantenho esta ligação. Nem foste muito com a minha cara, já mo disseste, "parecias uma convencida, toda armada!" tiveste como resposta "odeei-vos tal como odeio todas as pessoas que não me transmitem uma imagem simpática no ínicio! Ali no alto da muralha... Disse-vos boa tarde e vocês nem me responderam. A primeira coisa que confidenciei com uma das minhas amigas foi que vocês eram todos convencidos" mais tarde nesse dia já "dançávamos" uma qualquer coreografia com uma música trauteada e inventada na altura.
O resto do fim-de-semana fica guardado para nós. Despedimo-nos com a lágrima no canto do olho e a promessa de voltarmos a estar todos juntos de novo bem rapidamente! E estivémos, por segundos, mas estivémos, meses depois, um acaso fez com que nos cruzassemos. E que bom que foi voltar a ver os vossos sorrisos!
Mas ao fim de todo este tempo, sim já lá vão dois anos, estivemos 3 dias juntos e umas horas, e temos uma relação que eu não consigo explicar por muito que queira, sempre que falo de ti, ou cada vez que passo por lá (felizmente duas vezes por semana, é só de passagem mas fico sempre com um sorriso na cara), lembro-me daquilo que foi o fim-de-semana e do que significou. Fartamo-nos de fazer planos para estarmos juntos de novo mas há sempre alguma coisa que nos impede.
Uma coisa é certa: tenho saudades, quero um abraço dos teus, amigo!
Ainda bem que fui, que fomos, que fizemos e que vivemos tudo aquilo. Se me pedires sou capaz de te fazer o relato completo de tudo o que se passou, sei que vais colmatar todas as falhas porque também tens bem gravado na memória daquele fim-de-semana, e vais fazê-lo ao som do teu djembé.
Foram dias mais importantes do que aquilo que eu alguma vez poderia imaginar. Marcaram um virar de página, uma daquelas bem pesadas. Esqueci os meus problemas... Só quando as forças me faltavam é que me lembrava que tinha menos 7kg do que há duas semanas atrás, que estava sem cor nas bochechas, que havia uma coisa dentro do meu corpo que não devia lá estar, e que o facto de não carregar a minha mochila às costas não era um bom sinal, era sinal de que não estava capaz de o fazer.
Tudo isto estava transformado então em pequenos pormenores esquecidos ao longo daquela calçada que tantas vezes percorremos, gotas de suor caídas perante as altas temperaturas que se fizeram sentir, tão estranhas elas eram naquela altura do ano... Afinal estávamos só em Abril, e por falar em Abril, o fim-de-semana do meu aniversário, dos meus 17 anos. Se foi bom ouvir os "Parabéns a você..." cantados por todos vocês? Foi óptimo! Aquelas horas que passámos entre as muralhas pareciam-me(nos), ao inicio da noite já anos de amizade.
Será que os nossos lenços podem explicar a magia que se fez naqueles dias? Talvez... Talvez seja o facto de vivermos o mesmo ideal, de partilharmos sonhos, de existirem objectivos em comum que nos fazem tratar-nos uns aos outros como se vivessemos 24 sobre 24horas uns com os outros.
Mas no fundo és tu que interessas, claro que todos os outros são importantes, este ano encontrei o P. disse-te? Foi bom, estávamos à espera do autocarro, cada um com o seu destino, quando nos cruzámos na talvez maior gare do país. Bastou um sorriso para percebermos que havia muitas saudades ali pelo meio, muita vontade de marcar qualquer coisa para que nos pudessemos encontrar todos de novo. É demasiado estranho seres tu aquele com quem ainda hoje mantenho esta ligação. Nem foste muito com a minha cara, já mo disseste, "parecias uma convencida, toda armada!" tiveste como resposta "odeei-vos tal como odeio todas as pessoas que não me transmitem uma imagem simpática no ínicio! Ali no alto da muralha... Disse-vos boa tarde e vocês nem me responderam. A primeira coisa que confidenciei com uma das minhas amigas foi que vocês eram todos convencidos" mais tarde nesse dia já "dançávamos" uma qualquer coreografia com uma música trauteada e inventada na altura.
O resto do fim-de-semana fica guardado para nós. Despedimo-nos com a lágrima no canto do olho e a promessa de voltarmos a estar todos juntos de novo bem rapidamente! E estivémos, por segundos, mas estivémos, meses depois, um acaso fez com que nos cruzassemos. E que bom que foi voltar a ver os vossos sorrisos!
Mas ao fim de todo este tempo, sim já lá vão dois anos, estivemos 3 dias juntos e umas horas, e temos uma relação que eu não consigo explicar por muito que queira, sempre que falo de ti, ou cada vez que passo por lá (felizmente duas vezes por semana, é só de passagem mas fico sempre com um sorriso na cara), lembro-me daquilo que foi o fim-de-semana e do que significou. Fartamo-nos de fazer planos para estarmos juntos de novo mas há sempre alguma coisa que nos impede.
Uma coisa é certa: tenho saudades, quero um abraço dos teus, amigo!
Aubergine*
(ainda bem que nunca vais ler isto, ou estavas já a chamar-me lamechas!)
(ainda bem que nunca vais ler isto, ou estavas já a chamar-me lamechas!)
Sem comentários:
Enviar um comentário