segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Conversa de lençol


"Agora que me começava a habituar a dormir aqui."1

As noites são demasiado curtas quando teimamos em medir a paixão dentro dos lençóis. O dia chega cedo de mais e o "até amanhã" tem sido, ultimamente, até para a semana. Agora é diferente, a semana vai ter uma duração maior, eu vou embora. Tu vais ficar, vais ter tempo para ti, para os teus amigos, para as tuas coisas e para os teus sonhos e objectivos (mesmo que insistas em não acreditar em nenhum deles, ou não dês o braço a torcer por eles). Eu vou estar lá a desejar a todos os segundos ter-te ao meu lado.
Estás a ver esses lábios? Gosto imenso que sejam meus, que gostem de mim. Deixa-me só avisar-te que um dia te vou pedir que me expliques como é que tudo isto começou. Pode ser que depois de algum tempo longe consigamos encontrar uma justificação, afinal também merecemos uma daquelas historiazinhas maricas que toda a gente tem, ou então não e continuamos a ser só nós, e como eu gosto de nós!


Podíamos ter uma destas, se não fossemos parvos. Gosto de ti.

Rita*

1. Agora que me começava a habituar a ter-te, a esse perfume (que sempre elogiei, é verdade, gosto mesmo dele), às tuas coisas, às minhas coisas, a "nós", a conhecer-te...

1 comentário:

U disse...

L'amour! Tu voltas.