terça-feira, 19 de julho de 2011

Testemunhas

Vou continuar a relembrar o som do sino da igreja, que ao início tanto me incomodava para rápido se tornar quase inaudível. O jazz e blues que entravam sorrateiros com a ajuda do vento (para o final já quente) gélido do inverno rigoroso e todas as instruções do professor de dança contemporânea em breve darão lugar ao som das ondas ali ao fundo da rua. A nostalgia que me invade é agridoce. Se penso em todos os que deixei aí no mesmo lugar com a certeza que quando regressasse estariam todos (ou a grande maioria) no mesmo local à minha espera, desta vez a despedida é diferente, inevitavelmente, regressam todos para ir ao encontro dos que estão certos, dos que sempre lá estiveram e estarão. Cada um para o seu país, por mais vizinho que possa ser, por poucas horas de viagem de avião que nos separem, jamais alguma coisa voltará a ser o mesmo, 24horas sobre 24horas num país que nos acolheu, e ao qual noite após noite demos vida, com toda a união que nos caracteriza, todos os sorrisos. A cidade cá ficará, igual. Prometo voltar, mas acima de tudo, vou levar-vos!

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