quinta-feira, 25 de agosto de 2011

28 de Julho de 1957

a vida é uma encruzilhada #1 a vida é uma encruzilhada #2 a vida é uma encruzilhada #3 a vida é uma encruzilhada #4 a vida é uma encruzilhada #5 a vida é uma encruzilhada #6

Lembro-me de quando ficava horas à espera que, tão pacientemente, acabasses de remendar aquilo que algum peixe maior (ou rocha) tinha feito nas tuas redes de pesca. Hoje quando passei ao longe, não pude deixar de sentir saudades desses tempos, em que o mais importante era acabares rápido para poderes entrar na água e eu ganhar autonomia para nadar até mais longe. Se alguma coisa corresse mal estavas a duas ou três braçadas de distância e vinhas logo resolver o problema. 
Os problemas são outros, os anos passaram e as rugas causadas pelo sol multiplicaram-se no teu rosto, as mãos essas lembro-as sempre como pesadas (apesar de nunca as ter sentido com mais peso do que o impresso por um abraço, ou um "jogo da sardinha"), sempre as respeitei, bem como aos teus olhos negros.  
Sei que vais continuar sempre a estar a duas ou três braçadas de distância, pronto para me amparar qualquer queda, mesmo que tente escondê-las, a mãe "descobre-as" tu ficas sentado no sofá à espera que entre. "Então? Como é que está tudo?" é o suficiente para que dê como garantido o teu apoio incondicional. Amanhã volto para ir no barco contigo, como tanto gosto.

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