A imaginação é uma constante nos riscos a carvão deixados nos meus cadernos. Explico a a utilização excessiva de palavras com a vontade de vos transportar para o que a minha cabeça produz, erroneamente talvez. As dúvidas sobrepõem-se, em alturas de inconsistência então é melhor não comentar. Mas não seremos todos fruto de dúvidas e excessos? O ponderado sabe a pouco. Gosto da contradição, ainda mais de antónimos. Melhor ainda se escrever exactamente o contrário daquilo que penso/acho, ser uma contradição, usar o latim para criar outra pessoa, sem drogas. De vícios contem-me apenas o do café e o da música também se assim quiserem. O maior de todos, o mar. Ouvi-lo e acreditar nele, voltar a imaginar. Ou crer que é uma força que ali está, dia após dia à minha espera, à espera das minhas questões e sempre pronto para mim. Revolto ou a pedir um mergulho, no auge do calor veraneante ou no gélido inverno, respostas tem sempre. Resta pedir aos que carregam as suas mais maravilhosas estórias que me ajudem a percebe-lo. Ou ter a sorte de sempre me terem dado os instrumentos e olhares necessários para que o escutasse, sem que eles mesmos se tenham apercebido que o tinham feito. Acreditarão também eles que uma das maiores forças naturais pode ter respostas para o que se passa nas suas vidas? Se fecham os olhos enquanto deixam que a maresia lhes beije a cara, se inspiram o ar mais puro, se o fazem apenas porque é a sua terra, aquilo a que sempre estiveram habituados ou porque esperam que daí venha alguma resposta só eles o podem saber, ou sentir. Volto a pôr a imaginação em tudo, a não querer estar num local onde as pessoas não acreditem, onde todos vêem o desespero, a tristeza e a maldade.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
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