As ondas do mar, que começava a ficar revolto, fizeram questão de nos empurrar um contra o outro, movimentos delicados, numa tentativa de contrastar com a força imprimida pelas toneladas de água. Como se tudo se tivesse unido nesse momento, como a música afinada que ecoava vinda de uma guitarra de um grupo de amigos sentados a aproveitar o final de tarde quente no areal. A neblina que durante todo o dia escondeu os fortes raios do sol que nos queimou a pele dissipou-se rapidamente. Não estávamos há muito tempo e a conjugação de todos os elementos trouxe-me um receio inigualável, por certo que são só coisas da minha imaginação, mas respeito coincidências e a rapidez com que a neblina desapareceu e o perigo que o mar me fazia sentir foi o suficiente para que estabelecesse o paralelo: fugacidade e periculosidade. Era só isso, o quadro inicial à primeira vista um sonho para qualquer romântico incurável era só o isco para aquilo que de romântico e feliz nada tinha.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
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2 comentários:
nao tenho a certeza de ter percebido este texto. contudo, decidi dizer que está maravilhoso.. *
ei quel, muito obrigada pelo comentário! :D
não sei se te ajuda a perceber o texto ou não mas o que nada tinha de romântico e feliz era aquela ligação entre eles :)
um beijinho *
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